Hospital Alberto Rassi
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(17/07/2019) Sentimentos e expectativas de pacientes são transferidas para as telas na oficina de arte do HGG

Atividade ocorreu na terça-feira, 16 de julho, no jardim do Hospital

“A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”. A frase, dita pelo renascentista Leonardo da Vinci há cinco séculos, expressava na terça-feira, 16 de julho, os sentimentos de pacientes que participaram da oficina de arte desenvolvida no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG. Nas telas eles traduziam sentimentos como esperança, nostalgia, alegria e agradecimento.

Giza Sabino pintava um sol baixo, refletido no leito de um rio. Segundo ela, o objetivo era retratar algo que ela quer que fique para trás. “Estou pintando o pôr do sol, a paz, o fim de um ciclo. Amanhã a gente tem alta”, diz ela, com os olhos lacrimejados. Ao lado, o filho Lucas também expressava o anseio de paz e amor em um coração com asas.

Já Cleia Pereira de Araújo expunha em uma frase, com cada letra de uma cor, a sua gratidão. “Deus é Fiel”. A pintura era como um presente de agradecimento pelo que ela considera uma graça alcançada. “Pelos milagres na minha vida. Momentos que eu passei e pensei que era meu fim e hoje eu acredito que Deus é um Deus vivo, um Deus que cura e ele me curou. Eu cheguei aqui quase morta e hoje eu estou aqui pintando. Cheguei para fazer duas cirurgias e não vou precisar fazer nenhuma”, comemora.

José Divino Alves se lembrou de uma época remota ao pintar uma paisagem com casa, árvore, uma plantação de milho e um grupo de pessoas, tudo sob um sol e nuvens derramavam chuva sobre o milharal. “Esses aqui são os três meninos que eu tenho e dois amigos deles”.

Além dos sentimentos expostos nas telas, a atividade proporciona descobertas, como a tida por Cleia ao misturar as tintas. “O vermelho eu misturei com o amarelo e deu um tom de terra. Olha que lindo.”

A cena dos pacientes pintando em um jardim chamava a atenção de quem passava pelo corredor das consultas eletivas, separada do jardim por uma porta de vidro. Marineide Lopes dos Santos olhava atenta pela estrutura para ver os desenhos que estavam sendo criados do outro lado da porta. “Estou achando essa atividade muito boa para eles. É uma coisa boa para eles passarem o tempo. Eles que estão internados ali, passa o tempo ao invés de ficar no quarto. Eu estou achando muito bom. Estou aqui observando o trabalho deles fazendo aqueles desenhos ali. Bem agradável. Não esperava por isso de maneira alguma. Estava ali esperando para ser atendida para fazer um exame e passando aqui eu observei. Muito fantástico.”


Fonte: IDTECH





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