Hospital Alberto Rassi
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(29/01/2019) Médico tira dúvidas sobre obesidade

Palestra aconteceu na manhã dessa segunda-feira, 28 de janeiro, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA)

A obesidade e o sobrepeso vêm aumentando no Brasil e no mundo. Estima-se que em 2025, um terço da população mundial sofrerá com o sobrepeso, o que significa que serão mais de dois milhões de pessoas. O Brasil já vive essa realidade, cerca de 50% da população está acima do peso. Para explicar sobre o problema e tirar as dúvidas sobre a melhor forma para evitar o ganho de peso excessivo, o cirurgião geral Sandro Andrade esteve no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, nesta segunda-feira, 28 de janeiro.

De acordo com ele, a obesidade é o acumulo excessivo de gordura corporal e é medida pelo IMC (Índice de Massa Corporal), que é quando se calcula o peso pela altura ao quadrado. O ideal é que o IMC fique entre 18 e 25, acima disso já é considerado sobrepeso que pode ter diversos graus, e acima de 40 já é obesidade mórbida. “A principal causa de morte no Brasil e no Mundo são as doenças cardiovasculares, como derrame e AVC. Outras doenças graves como o câncer de mama, doenças psiquiátricas, têm a obesidade como fator de risco. Por isso é importante trabalhar com a prevenção do problema”.

A obesidade tem aumentado, de acordo com o cirurgião, devido às mudanças do mundo globalizado. “Hoje se fala que quanto mais pobre e mais perto do centro urbano, a população tende a ser obesa, porque a gente trocou alimentos com poucas calorias e com alto grau de nutrientes, por alimentos com calorias vazias, ultra processados, industrializados, que têm muita caloria, porém não têm valor nutricional. Temos uma alimentação que não sacia e que é hipercalórica. Nos grandes centros, comer virou atividade de lazer”, explicou.

A solução para evitar a obesidade, é optar por um estilo de vida mais saudável. Comer menos e se exercitar mais são as regras para viver com saúde e afastar o fantasma da obesidade. “Não existe engordar sem comer. Com esse novo estilo de vida, a população está extremamente sedentária. Para emagrecer é preciso comer menos, comer com mais qualidade, aliado à atividade física. Algumas atitudes como trocar o elevador pela escada, comer sentado à mesa com a televisão desligada, preferir comer em casa que na rua, são formas para melhorar a qualidade de vida. É preciso aumentar o gasto calórico com atividade física e diminuir a ingestão de calorias ruins. Essa é a única forma para prevenir a obesidade”, finalizou.

A auxiliar de produção Márcia Alexandre estava na unidade acompanhando a tia que aguardava por uma consulta. Ela está acima do peso, porém acha muito difícil seguir uma rotina saudável. “Eu adorei a palestra e aprendi muita coisa hoje, por exemplo, eu só almoço assistindo televisão. Aí você vai comendo e nem percebe a quantidade. Há um mês estou tentando mudar de vida, deixando os doces e os refrigerantes fora da dieta, mas é muito difícil. Já pensei até mesmo em passar por cirurgia”, relatou.


Fonte: IDTECH





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