Hospital Alberto Rassi
Fale com a Ouvidoria Saiba como fazer parte da equipe do HGG Perguntas Frequentes Entre em contato com o HGG    




Notícias

(28/01/2019) Janeiro Branco é tema de palestra para usuários do HGG

Palestra aconteceu nesta sexta-feira, 25 de janeiro, no Ambulatório de Medicina Avançada. Psicólogo Dimilson Vasconcelos explicou sobre o tema e tirou as dúvidas do público

Nascida em Minas Gerais, a campanha Janeiro Branco tem o objetivo de colocar os temas da saúde mental em máxima evidência no mundo, em nome da prevenção ao adoecimento emocional da população. Para explicar sobre o tema, nesta sexta-feira, 25 de janeiro, o psicólogo do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, Dimilson Vasconcelos, esteve no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) da unidade tirando as dúvidas dos pacientes e acompanhantes.

De acordo com o profissional, as pessoas estão ficando mais doentes e isso se dá por diversos fatores, como uma sociedade que dita regras, cobra muitos padrões e quando a pessoa não consegue atender a essas expectativas, ela se frustra, aparecendo então às reações e concomitantemente as doenças. Além disso, com a evolução da tecnologia e o acesso às redes sociais, as pessoas estão se relacionando mais
virtualmente do que pessoalmente.

“A tecnologia ajudou nossa vida, mas nos afastou das pessoas. É importante mantermos os nossos relacionamentos com as pessoas, olhar olho no olho, isso é saudável. Assim como nós cuidamos do nosso corpo físico, vamos ao médico, tomamos medicamento, é importante também olhar para a nossa mente, importante saber que existe uma relação mente e corpo e a doença física tem um fundo emocional”, explicou.

Os números comprovam que a sociedade está doente. A depressão é a segunda doença que mais leva as pessoas à morte. “O número de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos, transtornos mentais, fobias, também tem aumentado. As pessoas estão mais isoladas com medo de sair de casa”. Entre as dicas do psicólogo para manter a saúde mental saudável estão cuidar da espiritualidade, independente de religião, fazer terapias, praticar atividades físicas, entre outras ações que proporcionam bem-estar.

A dona de casa Mônica Silvano de Almeida é paciente do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO), e estava na unidade aguardando uma consulta. Ela explicou que já se consultava com a psicóloga do programa quando passou a desenvolver um transtorno mental, sendo encaminhada para um psiquiatra. “Minhas filhas perceberam e me orientaram a buscar ajuda. Com ao auxílio do profissional hoje estou bem melhor. Já ando de ônibus, à época eu não saia nem de casa. Hoje também não tomo mais remédio. Precisamos discutir esse tema porque hoje estamos em um mundo que existem várias síndromes, e essa palestra aqui no hospital é maravilhosa, porque as pessoas param para ouvir. Se fosse lá fora, o mundo está tão corrido que ninguém tem tempo para prestar atenção”, declarou.


Fonte: IDTECH





Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.