Hospital Alberto Rassi
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(17/01/2019) Pacientes que passaram por transplante de fígado comemoram chegada de novo ano com esperanças renovadas

Elvis de Souza Oliveira e José Antônio da Silva passaram pelo procedimento no fim de dezembro, no HGG

O ano de 2019 será mais especial para dois pacientes: Elvis de Souza Oliveira e José Antônio da Silva. Os dois, que aguardavam na fila para realizar transplante de fígado, foram operados no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG entre o Natal e Ano Novo e comemoram a conquista. “Deus é tão bom que fez com que ganhasse na loteria duas vezes”, declarou José Antônio, que passou por dois transplantes em três dias, já que no primeiro procedimento, o corpo rejeitou o novo órgão.

Paciente do Serviço de Transplantes Hepáticos do HGG, José Antônio explica que primeiro teve hepatite e, logo em seguida, foi vítima da cirrose alcoólica. Ele bebia muito e foi informado pelos médicos que a única saída seria um transplante. “Esperei por três anos. Na época, não tinha esse serviço do HGG, e agora fui abençoado. Um dos primeiros pacientes a passar por esse tipo de transplante. Agora é cuidar e pedir a Deus que tudo dê certo. Estou muito feliz, ganhei uma nova chance. Para esse ano que se inicia, quero me dedicar a minha saúde e a minha família”, declarou o paciente que completou 54 anos recentemente.

O procedimento de Elvis de Souza Oliveira aconteceu no final de dezembro, no dia 30. Ele descobriu a doença hepática há pelo menos 17 anos. Em alguns momentos, a doença se agravava, e ele precisa ficar hospitalizado. Em uma dessas internações, veio o diagnóstico de colangite esclerosante primária. “Devido às complicações, precisei retirar todo o meu intestino grosso. Para refazer esse intestino, o médico disse que era preciso primeiro tratar o problema do fígado, em que a única possibilidade de tratamento era o transplante”.

Como Goiás não realizava o transplante hepático, Elvis começou a se consultar em São Paulo. Há três anos aguardando por um fígado, o médico que o atendia na capital paulista soube do lançamento do serviço do HGG e o encaminhou para o Estado de origem. Natural de Rio Verde, Goiás, Elvis conta que se surpreendeu com a rapidez do processo. “Não esperei nem três meses. Como o meu tipo sanguíneo é O positivo, me informaram que eu era o primeiro da lista. Cheguei no HGG às 6 horas da manhã e às 10 já estava no centro cirúrgico”.

Para 2019, Elvis espera poder encontrar-se novamente com a família e dar o seu testemunho de vida. “Quero comemorar a quarta vida que Deus me deu. Já estive perto da morte algumas vezes, e agora estou aqui vivo, com a intenção de me dedicar ainda mais a minha saúde. Antigamente não passava pela minha cabeça sobre a doação de órgãos. Pelo que os médicos falaram, o meu fígado estava detonado. Se não aparecesse essa doação agora, eu iria morrer. A mensagem que eu quero passar é que quando a pessoa deixa de doar o órgão, deixa de ajudar várias vidas”, destacou.

Para realizar o procedimento de transplante de fígado com total segurança, o HGG adquiriu dois equipamentos de alta tecnologia: um monitor de avaliação do comportamento hemodinâmico, o HemoSphere, que auxilia na leitura de débito cardíaco de forma mais avançada, mais nítida. Também adquiriu um tromboelastograma, que otimiza o tempo e a conduta que o médico vai adotar com paciente com a possibilidade de hemorragia. Para o diretor técnico do HGG, Durval Pedroso, o HGG tem uma equipe extremamente capacitada, com equipamentos de alta tecnologia.

“O HGG é um hospital com equipes capacitadas, que tem hoje agilidade nos processos, qualidade, e atende a população 100% SUS. O que está faltando para aumentar os transplantes são as doações. É importante que as pessoas expressem em vida a vontade de serem doadoras. Existe hoje uma negativa muito grande das famílias, cerca de 60% de famílias abordadas não aceitam doar os órgãos do seu ente querido. Elas precisam entender que esse gesto pode salvar muitas vidas”, explicou.


Fonte: IDTECH





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