Hospital Alberto Rassi
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(27/10/2017) Serviço de Atenção aos Pacientes Portadores de Hérnias Complexas começa a funcionar no HGG

Lançamento foi feito nesta quinta-feira, 26 de outubro. Pacientes passarão por tratamento médico e multiprofissional na unidade

O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG lançou nesta quinta-feira, 26 de outubro, o Serviço de Atenção aos Pacientes Portadores de Hérnias Complexas. O serviço oferecerá tratamento médico e multiprofissional a pacientes portadores desses defeitos na parede abdominal, que causam grandes abaulamentos onde se aloja o conteúdo abdominal.

O coordenador do Serviço, Renato Miranda Melo, explica que hérnias são defeitos de parede abdominal, mais comum em homens, e que podem ocorrer em qualquer ponto do abdômen. As hérnias complexas normalmente são as pós-operatórias, que crescem muito, provocando o abaulamento da cicatriz pelos órgãos que saem através do anel herniário, como fígado, estômago, intestino, e até útero e trompas. "Há algo em comum nas classificações feitas sobre hérnias complexas: é o paciente que tem um defeito parietal com pelo menos 10 centímetros de diâmetro, com problemas associados locais (infecção crônica de parede, obesidade, abdômen em avental), úlceras, os que já têm telas de correções prévias, podem ter derivações digestivas (como colostomia). Quanto mais problemas houver no território da hérnia, mais complexa ela se torna. Não é só o grande volume, mas todo o entorno influencia na classificação", explicou.

As causas das hérnias são multifatoriais. Podem ser por infecção de uma ferida cirúrgica, que possibilita o enfraquecimento dos tecidos e os deixa vulneráveis a esta grande distensão, o tabagismo (fumantes são candidatos a ter uma hérnia desse tipo ou piorar as que eles já têm), ou até mesmo uma má formação congênita. Pegar peso ou fazer esforço, ao contrário do que diz o senso comum, não causa a hérnia, apenas denuncia uma fraqueza preexistente.

O tratamento é cirúrgico, com procedimento que dura de 4 a 6 horas, feito por equipe multiprofissional, desde a preparação do paciente no pré-operatório, até a reabilitação no pós-operatório. A equipe básica é composta por cirurgião geral, cirurgião plástico, anestesista, pneumologista e fisioterapeuta. “São pacientes financeiramente caros, porque se mobiliza o que há de melhor no hospital em termos de recursos humanos e de materiais. É um patamar alto: cirurgia de alto risco e de alto custo. O HGG é um hospital que está bem equipado para o tratamento desse tipo de paciente. Estamos tentando acomodar uma equipe que vá dar um atendimento cada vez melhor a eles”, esclareceu Renato.

O coordenador do Serviço destaca que, além de resgatar a saúde, os procedimentos de correção devolvem a autoestima aos pacientes. “A maioria é adulta, homens e mulheres alijados do convívio social. Muitas vezes o matrimônio se desfaz, não conseguem emprego, têm vergonha de sair à rua. Mais que tudo, reflete na autoestima desses pacientes. Quando a cirurgia é bem feita, se resgata-se a cidadania da pessoa. Ela pode ir e vir”, ressaltou.

A paciente Ivonete Ribeiro da Silva Alves, de 36 anos, está internada no HGG e deve passar pela cirurgia de correção da hérnia nos próximos 15 dias, após o término da preparação pré-operatória. Ansiosa, a dona de casa conta que deixava de sair por se sentir envergonhada de seu corpo. “Quero muito fazer essa cirurgia, estou confiante. Eu até parei de sair de casa, passear, porque sempre alguém faz piada, pergunta se estou grávida e de quantos filhos. É muito ruim isso, ficar escondida. Mas agora essa situação vai acabar e vou poder levar minha vida normalmente”, comemorou.


Fonte: IDTECH





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