Hospital Alberto Rassi
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(02/10/2017) Setembro Verde no HGG conta com palestras sobre mitos e verdades sobre a doação de órgãos

Falta de informação e o preconceito ainda são os fatores mais limitantes ao número de doações explicou a coordenadora da Central de Transplantes durante palestras

Seguindo as celebrações alusivas ao Setembro Verde, nesta quinta-feira, 28 de setembro, o Hospital Alberto Rassi – HGG recebeu a coordenadora de Distribuição de Órgão e Tecidos da Central de Transplantes do Estado de Goiás, Simone Skaf Abdala, que ministrou duas palestras esclarecendo dúvidas sobre o tema. Primeiramente ela falou para colaboradores da unidade e depois ministrou conteúdo a pacientes do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA). Em ambos os momentos, ela destacou que a falta de informação e o preconceito ainda são os fatores mais limitantes ao número de doações. Ela elencou ainda quais os órgãos e tecidos que podem ser doados: coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas, intestinos, pele (camada superficial), ossos, válvulas cardíacas e córneas, contudo em Goiás não há bancos de estocagem de pele e ossos.

Simone explicou que todas as pessoas podem ser consideradas doadoras, independente da idade ou do histórico médico. O que determinará a possibilidade do transplante e quais órgãos e tecidos que poderão ser doados serão os exames clínicos, de imagem e laboratoriais no momento da morte. Garantiu ainda que todos os cidadãos, independente da classe social ou condição financeira, são selecionados por compatibilidade com o doador, procedimento que é feito por um programa de computador seguro que impede fraudes, já que todos os pacientes que aguardam estão inseridos numa fila única nacional.

A dona de casa Tomázia Pereira da Costa Moraes, de 55 anos, que assistiu a palestra no AMA, ficou feliz em saber que pode ser uma potencial doadora. “Eu tenho o sonho de ser doadora, mas sempre achei que quem tinha algum problema não podia”, admirou-se, contando ainda à palestrante e presentes um caso de uma vizinha sua que perdeu o filho em um acidente e teve morte encefálica e optou por doar todos os órgãos do filho. “A doação deu uma acalentada na dor dessa minha amiga, que dizia que o filho foi embora, mas havia deixado o coração, os olhos, os rins e o fígado para alguém que estava vivendo graças a ele”, relembrou a senhora, que completou. “Acho importante doar, pois você ajuda outras pessoas que têm a chance de viver. Se o seu está indo embora e não tem mais volta, porque não ajudar alguém a seguir em diante?”

A coordenadora da Central de Transplantes agradeceu ainda o convite e destacou a importância de divulgar essas informações. “Esses momentos são a única forma de levarmos mais informações para desmistificar o assunto, já que não é da nossa prática cotidiana falar da morte, um assunto tão difícil. E é só levando informações, esclarecendo e levantando o debate é que podemos fazer com que as pessoas se sintam seguras para discutir isso com seus amigos e familiares”, pontuou, destacando a importância de conversar com a família sobre ao assunto, que a decisão sobre a doação é da família. “Hoje é uma boa oportunidade de conversar sobre o assunto com seus familiares e, no caso do desejo de ser doador, deixe claro esse desejo, já que, a morte nesses casos, chega inesperadamente”.

Encontro de CIHDOTTs

Além de participarem das atividades relativas ao Setembro Verde no HGG, as participantes da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT- HGG), Briane Carla Lelis (gerente de Enfermagem da Diálise/Hemodiálise), Bruna Carneiro Vieira da Paixão (biomédica do HGG) e Paullyanne Pereira de Lima (gerente de Enfermagem da UTI) participaram no dia 29 de setembro do I Encontro de CIHDOTTs, promovido pela Central de Transplantes do Estado de Goiás. O evento contou com apresentação de dados estatísticos, demandas e sugestões, além de troca de experiência entre as comissões de diferentes unidades de saúde.


Fonte: IDTECH





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