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(27/07/2017) Espetáculo Fuxicos diverte noite de pacientes no Riso no HGG

Romance, boatos e muita confusão deram o tom da encenação da Cia de Teatro Mezanino durante apresentação nesta terça-feira, 25 de julho

Em passos lentos, alguns levando seus suportes de soro, outros em cadeiras de rodas ou auxiliados pelas enfermeiras, aos poucos os pacientes chegavam em silêncio e acomodavam-se nas poltronas do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do HGG. Não era um dia de consulta, aliás, era noite e a meia luz e um cenário fechado por cortinas anunciavam que algo diferente estava por vir. Sim, seria um dia de risadas e muita alegria, era dia de Riso no HGG!

A Cia de Teatro Mezanino trouxe em primeira mão para o palco e para o público da unidade, o Espetáculo Fuxicos na noite da última terça-feira, 25 de julho. Na encenação, vivida na fictícia cidade nordestina de Breajatuba do Sul, a história de uma mentira, que levou a descoberta de um segredo e a provocação de um boato entre os moradores da cidade de interior gerado por uma dupla de beatas fuxiqueiras. Toda essa confusão, que gira em torno do amor proibido e do namoro escondido de Esmeralda, filha de um poderoso coronel, e do simples Tunico, gerou grande gargalhadas entre pacientes, acompanhantes e colaboradores, que compunham o público do espetáculo.

Internado naquele dia, o carteiro Loureci Lopes Ribeiro, de 49 anos, considerou uma grata surpresa a peça. “Não esperava que iria chegar no hospital e veria um espetáculo, mas gostei muito e ri bastante. Foi um privilégio!”, declarou. A mesma surpresa teve o mecânico Jonas Machado dos Santos, 26 anos, internado há 18 dias e que já é publico assíduo do Sarau do HGG, tendo participado de três edições. “Foi ótimo, não sabia que aqui também tinha espetáculo. Ri o que eu dei conta, pois hoje ainda estou um pouco dolorido”, contou, se referindo à cirurgia que havia feito no mesmo dia na vesícula.

Luiz Eduardo Carneiro, diretor do espetáculo e da Cia de Teatro Mezanino, afirmou que a apresentação, a primeira do elenco encenando a peça, ainda em montagem e finalização, atendeu às suas expectativas. “Fiquei satisfeito, pois olhava na carinha deles e vi que estavam divertindo, com um brilho no olhar interessados em saber a continuidade da historia”, considerou, destacando como é valiosa essa interação entre atores e o público do HGG. “Isso é muito importante nesse momento frágil que estão passando, de vulnerabilidade, de estarem aqui internados e adoentados. É a reação do público nesse tipo de evento que paga o nosso trabalho”, relatou Luiz.

Ansiosa pela cirurgia bariátrica que fará nos próximos dias, a professora primária Thâmara Thayane de Oliveira Margarida, 33 anos, aprovou mais essa atividade de humanização do HGG, afirmando ter amado a apresentação. “Amei o espetáculo. De manhã eu pintei na oficina de arte, fiz uma pintura linda e agora à noite assisti à peça. Nunca imaginei fazer tantas coisas, pois hospital é sempre paradão e a gente fica dentro do quarto. A peça foi muito boa, eu ri muito e estava precisando, pois estava meio ansiosa”, revelou.


Fonte: IDTECH





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