Hospital Alberto Rassi
Acesso à informação Fale com a Ouvidoria Saiba como fazer parte da equipe do HGG Perguntas Frequentes Entre em contato com o HGG    




Notícias

(13/10/2020) HGG realiza live sobre cuidados paliativos durante a pandemia

Profissionais da área relataram experiências durante a pandemia e falaram sobre a importância de ouvir o paciente

Nessa quinta-feira, 8 de outubro, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG promoveu a live "O cenário de cuidados paliativos na pandemia no Estado de Goiás" para celebrar o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, comemorado sempre no segundo sábado do mês de outubro. O evento foi moderado pela médica geriatra e coordenadora do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP) do HGG, Ana Maria Porto, e teve como palestrantes a médica geriatra do NAPP do HGG Eliza Borges; o médico o médico geriatra e paliativista, coordenador da equipe de Cuidados Palitivos do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) e presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos Centro-Oeste (ANCP), Ricardo Borges; e o psicólogo paliativista do HGG Dimilson Vasconcelos. Os profissionais abordaram a importância de ouvir do paciente o que é conforto para eles e de se garantir uma boa comunicação com os familiares dos mesmos.

Para a médica Ana Maria, o Serviço Único de Saúde (SUS) foi o maior aliado da população na luta contra o novo coronavírus. "O que teria sido do Brasil se não tivéssemos o SUS nessa pandemia? Criamos hospitais em tempo recorde e garantimos assistência a milhares de pessoas em todo o país", pontua. A geriatra destacou também o quanto os cuidados paliativos foram e são importantes, e como eles ficaram evidentes durante a pandemia.

O geriatra Ricardo também reiterou que "o SUS foi o grande guardião da ciência e da população acometida pela Covid-19". O médico relatou sua experiência no HC e afirmou que o grande diferencial no atendimento nesse período foi a forma de se comunicar. "Todos nós fomos desafiados de alguma forma, nos reinventamos para cuidar dos nossos pacientes, para transmitir informações para as famílias que estavam isoladas em seus domicílios, distantes de seus entes queridos que estavam internados nos hospitais, e nesse momento a comunicação foi a grande força do cuidado", disse.

No HGG, a médica Eliza relatou que viveu vários conflitos pessoais. "Mesmo trabalhando em hospital que atuou como unidade de retaguarda para Covid-19, nós fomos treinados para atuar em situações extremas do avanço da doença, e nesse momento eu senti muito medo. Medo de levar essa doença para casa dos meus pais, de ficar doente, de transmitir para minha filha", conta. A geriatra lembra que as mudanças nos protocolos de atendimento também a impactaram muito. "Primeiro o número de consultas foi diminuído, já não podíamos tocar nos pacientes, até que nossa ala foi suspensa por tempo indeterminado, e não poder fazer o que tínhamos proposto, inicialmente, tirou a essência do que nos dava forças para trabalhar", afirma.

Dimilson chamou a atenção para "bagunça" que o vírus causou na vida cotidiana e o papel que os psicólogos cumpriram nessa pandemia, que ainda não acabou. "Quando nós estamos falando de luto em uma pandemia, trata-se de um luto coletivo, e não podemos pensar unicamente em quem perdeu um ente querido, mas nas pessoas que perderam seus empregos e que estão vivendo o luto de ter perdido quem elas eram", aponta. Ele também chamou a atenção para responsabilidade social que os profissionais de saúde vivenciam diariamente, que é a de salvar ou não uma vida. "Nesse momento, esse médico está cuidando de uma pessoa que é uma ameaça para ele, que pode ser levada para dentro das nossas casas e isso é um dilema para ele". Diante dessa situação, o HGG disponibilizou uma rede de atendimento através do setor de psicologia para os profissionais do hospital.

Assista a live completa:






Fonte: IDTECH





Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.