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(26/06/2020) Centro Estadual de Atenção ao Diabetes do HGG atinge marca de 46 mil atendimentos

Unidade de saúde do Estado de Goiás comemora aniversário como referência no SUS para atendimentos de pessoas com diabetes

O Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD) do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG faz aniversário no mês de junho. Desde início das suas atividades, foram realizados cerca de 46 mil atendimentos, entre consultas médicas e multidisciplinares, oficinas sobre alimentação, incentivo à atividade física, do programa Pé Diabético e cirurgias metabólicas. O CEAD é o único centro no Estado de Goiás que atende exclusivamente pacientes com diabetes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A criação do CEAD trouxe um benefício mundo grande ao usuário do SUS, pois no Estado de Goiás o número de endocrinologistas é limitado, e em Goiânia, onde a maioria está concentrada, poucos profissionais atendem planos de saúde. Os tratamentos geralmente são particulares e de alto custo, o que dificulta o acesso da população.

De acordo com o diretor técnico do HGG, Durval Pedroso, ter essa porta de atendimento para o usuário do SUS é um diferencial muito grande, pois o CEAD assiste o paciente como um todo e se sobrepõe, por muitas vezes, a rede privada. "Além do médico endocrinologista, o paciente tem acesso a assistente social, fisioterapeuta, podólgo, psicólogo e oftalmologista. É uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar, e todos trabalham interligados para promover a saúde do paciente, para que ele não sofra as consequências do diabetes", afirma o médico.

Mesmo com a pandemia, os atendimentos no CEAD não pararam. Desde o mês de março, os pacientes estão sendo assistidos por meio do teleatendimentos e mais de 1.800 foram atendidos nessa modalidade. "Podemos perceber que, principalmente neste momento de pandemia, a dificuldade desses pacientes é terem acesso a especialista, manutenção e controle das medicações, e isso está podendo ser feito por meio da telemedicina. Esse já era um anseio do CEAD, de levar essa acessibilidade a população do interior, sem a necessidade de se deslocarem grandes distâncias", enfatiza o diretor técnico.

Segundo o chefe do serviço de endocrinologia do CEAD/HGG, Nelson Rassi, o diabetes é uma doença crônica e de difícil controle. "Pensando no paciente, as equipes do CEAD falam a mesma linguagem para que o paciente se sinta seguro em relação ao tratamento. A abordagem aos pacientes é realizada de forma que eles se sintam acolhidos, amparados e saibam que não estão sozinhos na luta contra a diabetes", comenta o médico. Nelson afirma que um dos principais objetivos do CEAD é capacitar o paciente ao autocuidado em relação ao diabetes e a prevenção de suas complicações com suporte e acompanhamento da equipe multiprofissional, além de capacitar novos profissionais para atuar nesta patologia.


Atendimento específico
Um dos principais programas dentro do CEAD é o Pé Diabético. Nele, podólogos e enfermeiros ensinam como deve ser feita a higiene adequada dos pés em casa. Para pessoas acometidas pelo diabetes, existem grandes riscos de lesões nos pés e membros inferiores por conta da perda da sensibilidade (neuropatia).

Durval explica que a equipe de enfermagem faz curativos, cuidando para que as feridas não tenham abertura e se curem de forma adequada, para que a pessoa não corra o risco de perder a extremidade. "Caso o paciente não cuide corretamente, pequenos machucados vão surgindo e, se não cicatrizam, vão aprofundando e muitas vezes levam à perda do dedo, pé ou perna", comenta Durval.

O CEAD também possui o atendimento com médico oftalmologista que acompanha, avalia e orienta esses pacientes, principalmente sobre retinopatia diabética, principal causa de cegueira nos pacientes. Além disso, os pacientes passam por acompanhamento com assistentes sociais, com orientações sobre medicação de alto custo, psicólogos e fisioterapeutas, que os auxiliam em atividades físicas para diminuição das dores neuropáticas e exercícios físicos na perda de peso.

Alimentação saudável
A assistência ao paciente diabético contempla também a parte nutricional, com orientação sobre alimentos e receitas saudáveis. O CEAD possui uma cozinha experimental que ensina os pacientes a preparar os alimentos e criar receitas saborosas com ingredientes do dia a dia. O objetivo é oferecer uma educação nutricional para os pacientes na prática.

A gerente de nutrição do HGG, Valéria de Souza, conta que a cozinha experimental é como se fosse um laboratório no qual é repassado aos pacientes como ter uma alimentação saudável, equilibrada e saborosa, sem sair dos preceitos de qual é a importância de um controle alimentar de um paciente diabético. "São ensinados a confecção de todos os tipos de quitandas, pratos quentes, sobremesas, para mostrar ao paciente diabético que ele pode ter uma vida normal e equilibrada sem necessariamente ter que passar fome e ter essas restrições de alimentos sem sal e sem açúcar e sem gosto", comenta.

Segundo Valéria, o carro chefe das receitas são os doces. Já foram desenvolvidos na cozinha experimental receitas como brownie de banana, brigadeiro de chuchu, arroz doce de chuchu e bolo de cabotiá com cobertura de chocolate sem açúcar. "Tudo sem açúcar e fazendo um melhor aproveitamento dos alimentos de maneira integral e o paciente consegue ver que ele consegue fazer uma refeição equilibrada, boa e gostosa ou uma sobremesa sem ter que gastar muito", finaliza.


Números de atendimentos no CEAD (julho de 2018 a 22 de junho de 2020)
Consultas ambulatoriais
Endocrinologia – 13.157
Serviço Social – 4.238
Nutrição – 4.249
Oftalmologia – 3.389
Fisioterapia – 2.799
Enfermagem – 3.117
Psicologia – 2.290
Cirurgia Metabólica (consultas) – 800

Programas
Pé Diabético (Enfermagem): 2.095
Pé Diabético (Podologia): 3.157

Oficina sobre alimentação saudável: 702

Incentivo à prática de atividade física: 3.836

Cirurgia metabólica: 42

Teleatendimento: 1.805

Sobre o CEAD

O CEAD oferece atendimento nas áreas de endocrinologia, oftalmologia, enfermagem, nutrição, psicologia, podologia, assistência social e fisioterapia, além de disponibilizar programas de prevenção e tratamento ao pé diabético, incentivo à prática de atividades físicas, oficinas sobre alimentação saudável, cozinha experimental e cirurgias metabólicas.

A estrutura possui consultórios, auditório, espaço para treinamento e para conferências presenciais e à distância, além de uma central de atendimento telefônico. Outra atividade do Centro é a promoção da educação alimentar - uma cozinha experimental para orientar pacientes e familiares, de forma fácil e prática, como se alimentar melhor e colaborar com o tratamento do da doença. Esse acompanhamento integral permite que complicações decorrentes do diabetes não se agravem, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Fonte: IDTECH





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