Hospital Alberto Rassi
Fale com a Ouvidoria Saiba como fazer parte da equipe do HGG Perguntas Frequentes Entre em contato com o HGG    




Notícias

(12/06/2019) Vernissage marca homenagem a Célia Câmara

Edição do Arte no HGG contou com presença de artistas, familiares e amigos de marchand que marcou a história do Estado

“Eu me sinto não só emocionado, mas também envaidecido de ter tantos irmãos artistas”. A frase, dita com voz embargada por Jaime Câmara Júnior, filho de Célia Câmara, exemplifica bem o que representa a “mulher de ferro da cultura goiana” como definiu, na abertura da mostra em sua homenagem no projeto Arte no HGG, realizada no último dia 4, o artista Gilvan Cabral, um de seus “filhos adotivos”. Pelos relatos das pessoas que passaram por ali e contribuíram para a mostra, como Alexandre Liah, que lembrou com carinho da “mãe Célia” o título não é apenas da boca para fora. Célia marcou não só a arte, mas principalmente os artistas, que por duas décadas, foram influenciados pela marchand mais reconhecida do Estado.
Pelas paredes do corredor que liga a recepção do hospital ao Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) e as do próprio ambulatório é possível ver seu legado. Nelas, 65 obras de 32 artistas dão um pouco de alegria a pacientes e acompanhantes que, apreensivos, aguardam atendimento no Hospital Estadual Alberto Rassi –HGG. Se a arte não cura, alivia, como pontuou o médico e coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital, Marcelo Rabahi. “Nós finalizamos uma pesquisa científica aqui onde nós comprovamos que os pacientes que eram expostos aos projetos de humanização – arte visual e música – tinham níveis menores de ansiedade e depressão enquanto eles estavam internados e no momento de sua alta. Isso para nós representou uma perseverança, porque ao mesmo tempo que é o motivo de alegria para todos, é importante também que pudéssemos provar o efeito nos pacientes, que é o nosso objetivo maior dentro desse hospital.”
Marcelo ressaltou ainda a proximidades de ideais do projeto Arte no HGG e o trabalho desenvolvido por Célia Câmara. “Para nós é motivo de indescritível orgulho dar o nome de nossa edição de arte à Célia Câmara porque isso representa continuar o trabalho que ela desenvolveu e que isso também é o caminho que este hospital tem tentado trilhar no cuidado com o paciente. A arte traz dentro de seus quadros uma capacidade grande de mudar nossos pensamentos e é exatamente isso que acontece na cabeça dos pacientes que participam dos projetos de humanização deste hospital”
Já Valterli Guedes, presidente do Conselho Administrativo do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), organização social responsável pela administração do hospital, citou o pioneirismo de Célia Câmara. “A gratidão é talvez a mais nobre das virtudes e nessa noite no HGG está acontecendo, embora tardiamente, a primeira grande homenagem a D. Célia Câmara. Foi uma mulher revolucionária, cheia de ideias avançadas, contemporânea do futuro. Embora pertencendo a uma família de comunicadores, ela trabalhou muito em silêncio.” A exposição, aberta ao público, mas com necessidade de agendamento, ocorre até o próximo dia 4 de agosto.


Frases
“A todos aqueles que durante todo esse tempo respeitaram o trabalho de Célia Câmara, continuaram nessa trilha artística, continuaram produzindo essas obras maravilhosas desejo que continue fazendo esse trabalho maravilhoso e lembrando de Célia Câmara como ela sempre foi, uma mulher firme que sempre objetivou o bem de todos e fez um trabalho em prol da sociedade goiana”
Jaime Câmara Júnior, presidente do grupo Jaime Câmara

“Dentro da intenção de cuidar melhor é que nós hoje temos o privilégio de receber na nossa edição do Arte no HGG o nome de Célia Câmara, que muito bem cuidou dos grandes artistas de nosso Estado e até de artistas de outros estados.”
Marcelo Rabahi, coordenador do CTI do HGG

“Ela oferecia as tintas e as telas para muitos dos valores que estavam surgindo nas artes plásticas e alguns desses valores estão aqui nesta noite embelezando esta exposição. É uma homenagem muito justa e eu espero que surja algum pesquisador, algum biógrafo competente, para escrever a saga de Dona Célia Câmara na sua luta em Goiás por liberdade de imprensa, pelo avanço das artes, pela cultura.”
Valterli Guedes, presidente do Conselho Administrativo do Idtech

“Lembro que no final do ano ela sempre nos ligava e fazia encomenda de 10, 15 trabalhos pequenos. Aí a gente sabia que o Natal ia chegar bem e feliz porque a gente poderia comprar os brinquedos das crianças e fazer um natal bem mais agradável.”
Alexandre Liah, artista plástico




Fonte: IDTECH





Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.