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(07/01/2019) Pesquisa: 100% de pacientes pesquisados avaliam como positivas ações de humanização do HGG

Fisioterapeuta Vanessa Guimarães Martins realizou pesquisa de campo no HGG entre o período de outubro de 2016 a fevereiro 2017, para levantar dados sobre o tema para o seu mestrado

Com o tema “Impacto de ações de humanização sobre ansiedade e depressão hospitalar”, a fisioterapeuta Vanessa Guimarães Martins apresentou em dezembro, seu trabalho de mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG). Orientado por Marcelo Rabahi, que além de professor na UFG, também é coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade, a pesquisa de campo entrevistou pacientes que internaram na unidade no período de outubro de 2016 a fevereiro de 2017.

No total, foram abordados 350 pacientes que estiveram na Clínica Cirúrgica, sendo que foram selecionados 265 para compor a amostra da pesquisa. Os pacientes foram abordados em dois momentos: durante a admissão na Central Humanizada de Internação (CHI), onde receberam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Em seguida, avaliados através da escala hospitalar de ansiedade e depressão (HADS). Após essa avaliação, os pacientes davam seguimento ao processo de internação e optavam por participar ou não dos projetos de humanização oferecidos pelo hospital.

No momento da alta hospitalar, os mesmos pacientes foram avaliados novamente através da HADS e também receberam um formulário de participação em ações de humanização. Por meio deste formulário foi possível saber quais projetos os pacientes participaram, os benefícios recebidos e a avaliação que faziam dos projetos do hospital.

De acordo com a fisioterapeuta, foi constatado que os projetos de humanização oferecidos no HGG tem uma boa adesão dos participantes. “Dos 265 componentes da amostra, 188 participaram voluntariamente de algum projeto durante a internação e compuseram o grupo intervenção, e 77 não participaram de nenhum projeto. Os resultados revelaram que os pacientes que não participaram, tiveram redução apenas dos escores de sintomas de ansiedade. Enquanto o grupo intervenção reduziu significativamente os escores de ansiedade e depressão”.

Além disso, a avaliação dos pacientes sobre os projetos foi positiva, 100% dos participantes avaliaram as atividades como boa ou ótima. Após a participação, os pacientes referiram sensação de bem-estar e alegria. De acordo com Vanessa, os projetos mais lembrados pelos pacientes foram assistência espiritual e Sarau do HGG. “Nossa conclusão com esta pesquisa é que projetos de humanização exercem impacto positivo sobre os participantes e influencia no controle de sintomas de ansiedade e depressão decorrentes do processo de hospitalização”.

Todas as avaliações foram realizadas pela fisioterapeuta e contaram com a orientação e coordenação de Rabahi, e com a colaboração da diretora de Ensino e Pesquisa do HGG, Cáritas Franco. “Foi de grande importância a participação dos colaboradores da CHI na abordagem inicial dos pacientes, bem como do Apoio administrativo e Gerência de Enfermagem para que as informações sobre a alta programada dos pacientes fossem acessíveis”, declarou Vanessa.

Para Marcelo Rabahi, mensurar ações de humanização é um desafio muito grande, por isso, o trabalho original e inédito desenvolvido no HGG é um marco. “Existem poucos dados na literatura científica com projetos de humanização tendo os seus efeitos medidos. Ações de humanização já são bem difundidas no mundo todo, mas não existe uma forma precisa de mensuração. Essa pesquisa é importante primeiro porque consolida todos esses projetos no HGG de forma cientificamente comprovada, e segundo porque abre também uma perspectiva que novas pesquisas podem ser feitas não só no HGG, mas em outros hospitais usando esse mesmo instrumento”, declarou.


Fonte: IDTECH





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