Hospital Alberto Rassi
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(30/11/2018) III Jornada Científica Multiprofissional do HGG aborda interdisciplinaridade

Atividade aconteceu nesta quinta-feira, 29 de novembro, no Auditório dr. Luiz Rassi, reunido profissionais de diversas especialidades


Com o tema “Trilhando os caminhos para a interdisciplinaridade”, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG promoveu nesta quinta-feira, 29 de novembro, a III Jornada Científica Multiprofissional da unidade. Com o intuito de avançar as fronteiras das disciplinas para pensar e desenvolver habilidades para o trabalho conjunto, a Jornada contou com a presença de profissionais de várias especialidades. Após a palestra de abertura, o músico Xexéu propôs uma dinâmica, em que sugeriu que cada participasse cantando olhando para colega ao lado. As músicas escolhidas foram “Como vai você”, do Roberto Carlos, e “Primavera”, do Tim Maia.

Após a apresentação musical, aconteceu a primeira palestra com o tema “Vivências de luto da equipe multiprofissional”, com a psicóloga Patrícia Marinho Gramacho. A profissional falou da importância da mutualidade, que garante que cada um dê, obtenha, receba e troque durante uma interação, explicando que o profissional entra na relação terapêutica como uma pessoa que reconhece suas necessidades e as do paciente para que cada um possa ser autenticamente ele mesmo “A mutualidade se difere um pouco da empatia pois, que é se colocar no lugar do outro, mas além disso que eu possa me abrir para que o outro se coloque no meu lugar. É passar algo pessoal da sua história ao paciente, algo que ele possa se utilizar disso para ir à diante.”

O segundo conteúdo do evento, foi ministrado pela musicoterapeuta Ludmila Rodrigues da Silva Utida, que falou sobre a utilização da música no contexto clínico para a prevenção e apoio a problemas de saúde mental, promovendo qualidade de vida e bem-estar. “A atividade musical trabalha os dois hemisférios, então trabalhamos a lateralidade, a parte cognitiva através das letras, a compreensão e interpretação delas. Dentro de cada técnica base, dependendo do objetivo, do fim e da patologia, usamos para trabalhar um objetivo especifico. Ou seja, se o paciente tem Parkinson eu vou trabalhar a marcha, o pulso, o ritmo. Se ele tem Alzheimer, eu vou trabalhar a memória, com canções antigas e inserir canções novas, dentro dessa proposta, trabalhando a questão da lateralidade, pois a região do cérebro que a gente canta é próxima da fala, com isso a gente pode trabalhar a memória principalmente”.

Logo em seguida, os participantes assistiram uma mesa-redonda sobre a atuação interdisciplinar na visita estendida em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A importância da equipe multiprofissional no cuidado ao paciente transexual foi o primeiro assunto abordado durante o período vespertino. A médica ginecologista que atua há 19 anos com a saúde da população trans, e coordenadora do Serviço Especializado do Processo Transexualizador – Ambulatório Tx do HGG, Mariluza Terra, explicou a sobre a atuação médica, e desmistificou vários temas, entre eles a diferença entre sexo, gênero e orientação sexual.

O psicólogo Marcos Antonio Ribeiro Moraes e a fonoaudióloga Cristiane Caldas ressaltaram o sofrimento que a população trans vive ao longo da vida e a importância do tratamento multidisciplinar. Em seguida, o médico psiquiatra Leonardo da Silva Prestes ministrou uma palestra sobre Síndrome de Burnout, que é conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional. “O termo Síndrome de Burnout foi desenvolvido na década de 70 nos Estados Unidos por Freundenberger, e é definido por ele por um processo gradual de desgaste no humor ou desmotivação, que geralmente durava aproximadamente um ano, e era acompanhado de sintomas físicos e psíquicos que denotavam um particular estado de estar exausto. Freundenberger conceituou Burnout como um estado de derrota, exaustação ou esgotamento resultante da gradual perda de energia pelo trabalho exagerado, que causa inclusive o abandono de necessidades do próprio trabalhador”, explicou.

Aspectos endócrinos do envelhecimento e Yoga como prática integrativa no autocuidado encerraram a programação da Jornada. Para a enfermeira Katrine de Souza Cândida, este tipo de evento é uma oportunidade para atualizar conhecimentos. “Gostei da Jornada, principalmente a palestra sobre a atuação interdisciplinar na visita estendida em UTI. É importante o familiar estar próximo do paciente, porque passa segurança. Muitas vezes o paciente não conhece a equipe e é de extrema importância um parente acompanhar nestes momentos”, relatou.

Para a coordenadora da Residência Multiprofissional (Coremu) e integrante da Comissão Científica da Jornada, Telma Noleto, que o tema escolhido para a Jornada vai ao encontro do que é construído no HGG, um trabalho em conjunto em que é dividido conhecimento, informação e sentimentos, além das dificuldades e o olhar diferenciado de cada especialidade. “Esse é o objetivo da jornada, mostrar esses vários olhares, que têm um foco único, que é o nosso paciente e a qualidade de vida que queremos oferecer a ele. Mas, ao mesmo tempo, termos também qualidade de vida, pra oferecer o que de melhor nós tivermos, pois a gente não tem só conhecimento, mas sim um todo. E que aprendamos a partilhar tudo isso com nossos colegas, com o paciente e a família que é o foco da nossa existência aqui dentro do hospital”.


Fonte: IDTECH





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